Aide-mémoire .

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Perspectivas

Tinha como hobby cultivar bonzais gigantes.

Saídas

Perdi minha carteira três vezes, com dinheiro, cheque, documentos. A primeira na Av Angélica em São Paulo em frente ao prédio em que trabalhava. Quem achou deixou na portaria. Sempre tem uma saída para um impasse. A segunda na Av Carlos Gomes em Porto Alegre de novo em frente ao prédio em que trabalhava. Um cara achou, e me entregou em mãos. Sempre tem uma saída . A terceira caiu na poltrona do cinema. Me dei conta uma hora depois. Voltei, aguardei o fim da sessão seguinte e lá estava ela. Sempre .... Perdi meu celular duas vezes em São Paulo. Um pedreiro na primeira e um motoboy na segunda vez o acharam na rua e... me trouxeram onde eu estava. Sempre há uma saída. Andando na praia , cruzo com os clássicos riozinhos que molham o tênis. Observando bem, eles se bifurcam, formam verdadeiros deltas, criam pequenas ilhas, juntam-se de novo. Por mais largo que o conjunto se pareça procurando bem haverá em algum ponto a possibilidade de atravessar sem molhar o tênis. No retorno já pode ter mudado a geografia. Atenção que as vezes no ponto mais largo é que se encontram as bases de areia para traçar a rota da travessia a seco. Sempre há uma saída. Naquele acidente que empacotou diversos carros na estrada por causa de uma súbita fumaça cegante, em milissegundos a decisão de trazer o carro para pista da direita evitou ser amassado pelo caminhão desgovernado que apareceu não se sabe de onde. Há uma saída. Sempre haverá?